4 coisas que você deveria começar hoje

4 coisas que você deveria começar hoje

Final de ano, cansaço e vários sentimentos como se já não restasse mais tempo de começar algo, mas acredite, chegou o momento: 4 coisas que você deveria começar hoje.

1. Dar um jeito na sua vida financeira

É, molecada! Finge que eu sou seu pai e vamos falar sobre por que, às vezes, fazer um empréstimo para pagar seus débitos é mais barato do que viver do cheque especial e pagar as taxas todo mês! Mais tarde, vou ensinar a arte de “realmente abrir o extrato do banco para ver se deu alguma merda”, e depois vamos assistir a propagandas de TV para ver se mudar de banco realmente compensa. Aí, pra terminar, vamos ter uma conversa séria sobre não dever nenhuma lealdada ao seu banco só porque você tinha uma conta universitária lá que veio com um chaveirinho – divertido, né? Bom, não: é superchato, mas a sensação de se livrar da ansiedade depois do trabalho maçante descrito acima é boa pra caralho. Dar um jeito na sua situação financeira é muito mais divertido do que receber uma mensagem do seu banco no segundo dia do mês dizendo que você estourou o limite.

2. Decidir com que amigos você quer criar memórias

Aos 25, você está a uns três anos do que eu gosto de chamar de “O Ano Em Que Todos os FDPs que Você Conhece Vão Casar”: um tempo de varandas, de não falar palavrão perto de idosos e de perceber que cheirar cocaína perto de bebês não é uma boa ideia. Para você, esse período vai ser complicado, estar envolto em toda essa simpatia e amor, porque você sabe que está condenado a morrer sozinho.

Sozinho fora os amigos. Aos 25 anos, você tem dois conjuntos de amigos: aqueles bocós com quem você cresceu e costumava sair na época da escola e amigos adultos de verdade, que você vê toda semana e com quem vai pro bar. Você tem um emprego e coisas para fazer: casamentos para ir e bancos para pensar; e, como um quarto da sua vida já foi por água abaixo, seu tempo é finito e precioso agora. Você realmente precisa ser tão próximo do cara com quem você morava na universidade? Sabe aquele cara que te deu um soco na boca no colegial, mas que agora te dá 10% de desconto no conserto do seu carro? Você realmente precisa dele? Aquelas minas que te largaram assim que começaram a namorar: elas não precisam estar no primeiro time, certo?

Eu acho que vai ser assim: no futuro, nas casas de repouso do espaço, todos nós vamos compostar até a morte juntos, e vai ser superlegal: PlayStations, drogas, uma apreciação irônica das nossas lutas compartilhadas, o que vai fazer todo mundo rir até alguém perder a cabeça, literalmente, enquanto fazemos Vinesum do outro morrendo. Quando eu estiver trancado no pulmão de ferro que será meu túmulo, quero estar rindo e zoando com meus amigos – meus amigos de verdade, aqueles que não considero uma tarefa estar por perto –, lembrando as merdas que fizemos quando tínhamos 20 e poucos anos. Então, escolha esses amigos agora e vá criar memórias.

3. Aprender algo novo

Quando eu era mais jovem – antes de me tornar um risco de diabetes ambulante –, eu costumava achar a coisa mais patética gente crescida escolhendo um novo hobby e fazendo um desses cursos para adultos. Quê, você quer aprender? No seu tempo livre? Neerrrrrrrrrrrd.

Mas agora eu entendo: não aprendo nada novo há muito tempo, e é legal aprender no próprio ritmo, sem ser para porcaria de currículo nenhum. E tem essa outra coisa que eu faço o dia inteiro: olhar pra uma maldita tela. Então, sim, porra: quero aprender a escalar, a cuidar de borboletas ou a jogar badminton. Qualquer coisa que me faça passar uma hora a menos na frente do Twitter; aí, quem sabe, eu tenha alguma chance de ser realmente feliz.

4. Escute seus pais

Você é adulto agora. E, como eles não podem mais te deixar de castigo ou te dar uma bronca porque você fuma, seus pais vão se tornar cada vez mais relevantes: o lugar aonde você vai quando quer comer carne assada, duas pessoas velhas que parecem um pouco com você e que ficam te ligando para perguntar se você anda comendo bem e fazendo amigos. E sim: seu pai pode ser meio chato na superfície (“Eu só gosto de duas coisas na vida, filho e/ou filha: assistir a F1 e pensar em F1”), mas você precisa ver como ele muda depois de três cervejas no bar. Ele não só vai soltar várias histórias sobre como ele pegava geral antes de conhecer a sua mãe como também vai começar a dar um monte de conselhos piegas. E mais: ele não entende seu mundo de Netflix, flash mobs e pen drives; então, você vai ficar se sentindo muito mais jovem depois. Conheça seus pais. Eles são muito mais legais do que você imagina.

Por Joel Golby

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